A deusa de Espinosa
Uma aranha,
cheia de manha,
arranha meu peito por dentro,
depois emaranha o centro da teia
onde convivem o conatus e a dor.
Ela é uma com todo o universo,
envolto em bruma de paz e perdão.
É seu perfume o meu cheiro brejeiro,
é sua façanha elevar meu ardor.
Não é heroína, donzela ou vilã,
nenhuma cantiga copiou seu nome
de alguma estranha ruína do amor.
Complicado?
Complicado explicar...