Bastante não é o bastante
Sou um cão
sem coleira
(vira-latas)
nem muito pelo.
Escondo a idade
(mais que osso)
e me escondo de gente
(chatos!).
Meu sangue é grosso,
insosso,
intragável,
imbebível
(azar das pulgas).
Acordei cedo,
parei no sol bocejante,
(um zero no meio da mente).
Meus dentes rangem
um tremor me move.
(NÃO SEI NADA!).
A ignorância é grande,
maior que o conhecimento
(sempre).
Enesimamente maior
(que dor no queixo!)
A ignorância de hoje
é a do exagero.
Excesso de tudologia,
arquipélago de especialidades.
(burrice mesmo).
Fazer o quê?
Peneirar a fonte?
Questionar a heurística?
Contrariar a onda?
(Bocejar?)
Na dúvida,
deito ao sol fraco,
bocejo,
remôo frases
(inventar faz bem para os dentes).