Dostoievski acertara?
Saí no meio da rua sem guarda chuva,
bebi vinho ralo como suco de uva.
Noites ordenadas falecem no fim,
caos e espasmos são partes de mim!
A chuva fertiliza memórias de subsolo
que rompem a pele lisa do meu rosto.
Como Nietzsche opôs Dioniso a Apolo
o suspiro retém equações no aposto.
Um profeta recalculou minha crença,
quem resistirá à sua sentença?
Se Deus nunca brotar, a alma importa?
A Terra jamais foi plana porque a vida é torta!