Em quarentena
Uma rachadura no céu lentamente
convida-me a uma fuga secreta. . .
acordo!
Nada mudou.
Em meu exílio caseiro,
a tristeza está muda,
surda,
cega,
prenhe de suspiros
desde que o ar adoeceu.
Olho para o céu acordado.
Vejo represada a cura,
atrasada,
louca para transbordar. . .
o que é aquilo no céu?