Liberdade econômica
"Num pélago de corsários,
marujos,
trabalhamos!
Erguemos mastros pesados. . .
Sob nossa cabeça,
o leme e a vela veloz
que mandam no vento. . . ”
Passos... passos...
A prancha balança,
irmãos se entreolham.
Entre rasgos e rusgas
quem não se segura
é homem ao mar!
"Num pélago de promessas,
marujos,
tubarão empreendedor é livre.
Há cheiro de sangue...
na sopa salgada. . .
Mas a nau que desbrava oceanos,
marujos,
pela força dos nossos porões
sabe que a nossa consciência,
irmãos,
é o mestre dos mares.
Marujos do mundo,
uni-vos!”
Com os olhos de menestrel,
um homem calado caminha,
famélico e forte,
imundo e altivo,
exausto do medo,
da clandestinidade ao beiral da prancha.