Obtusidade militante

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Descobri a genuína boçalidade
na passeata das cabeças de pedra.
Não era a mera desinteligência,
não o simples avesso da esperteza. . .
não exatamente.

A boçalidade é um estilo de vida,
tem identidade e orgulho de si.
Move as pedras da cabeça
contra as minorias.
A falta de algo não pode defini-la.
É terra compactada.
O desportista da boçalidade se diverte,
brinca com a má informação,
brinca com a fonte. . .
errada,
brinca sem fim. . .
com a frase tosca.
Ser besta não dói.

Uma marcha engole o ocidente
refletida em espelhos. . .
de fumaça, r
etorcida nos vultos poluídos,
retraída nos rastros moídos.
Quando concluir sua digestão
a burrice dará seus dejetos à luz.
É uma força da natureza!

Mas, e se a gente pudesse...
ler como em Alexandria
e ponderar como em Beijing
e sentir o incenso do iogue,
quem sabe. . .
ouvir a canção tibetana
e a sabedoria ubuntu. . .
refazer os canais dos astecas,
os alicerces de Cuzco...
ah, sei lá, utopia.