Paula brinca de ser bonita
Quando lhe dá na telha,
essa mulher se veste de graça.
É uma roupa que nela vive e respira sem fazer força.
Paula brinca de ser bonita.
No jogo da beleza, é adicta.
Brinca muito,
brinca até sem querer,
brinca tanto que,
às vezes,
ela vê a beleza assumir vida própria
cansada da gaiata gabola,
querendo discutir a relação.
Pura encenação!
A beleza ama essa mulher de paixão!
Paula já assumiu que trabalha brincando:
seu traje de gala é mistura de tez e encanto.
Em uma simetria emblemática,
Paula chega a ser arquetípica.
Conheço essa mulher que exagera em ser mulher. . .
Ouvi-la contar espertezas fascina,
encará-la nos olhos alimenta a retina,
sua pele é um tátil perfume,
a saliva faz bem à saúde,
acho que ela, ao respirar,
melhora a qualidade do ar.
Paula preservada é questão ambiental!