Ser sendo
Que maravilha,
que sorte tamanha,
que boa vida a de quem é ninguém
galgando a montanha libertária da morte.
Com a identidade puída
em algum lugar da mochila,
lá no cume do direito ao esquecimento,
chegarei repleto de rugas e vazio de sofrimento.
O ego é uma pedra nos ombros.
Errando o rumo,
voltando ao prumo,
em dias corriqueiros como aquele
em que um Sansão iniciou a calvície,
vivo como se hoje fosse o ontem do fim.
É no berço que se começa a morrer bem!